Uma megaoperação batizada de “Operação Colmeia” parou o Extremo Sul da Bahia nesta sexta-feira, 4 de abril de 2025, com um golpe certeiro contra o crime organizado. Em uma ação integrada e implacável, o Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais Sul (Gaeco Sul) e do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep), transferiu um dos chefes de uma perigosa facção criminosa do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas para uma unidade de segurança máxima em Serrinha. Mas o recado não parou por aí: 18 mandados judiciais foram cumpridos, sendo 12 de busca e apreensão em Belmonte e seis em celas do presídio de Teixeira de Freitas, expondo as entranhas de um esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas que desafiava as grades.

A operação, que mobilizou um verdadeiro exército de forças de segurança, contou com a parceria da Polícia Civil da Bahia, sob a liderança da Delegacia Territorial de Belmonte e da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis), e da Polícia Militar, com o reforço do 8º Batalhão (8º BPM), da CIPE-Mata Atlântica e da CIPT-ES, sob o Comando de Policiamento da Região Extremo Sul. A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), através da Superintendência de Gestão Prisional (SGP), também foi peça-chave na logística que tirou o líder da facção de circulação no sistema prisional comum.

O alvo? Uma organização criminosa que, mesmo com seu chefe atrás das grades, continuava a orquestrar um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A “Operação Colmeia” não apenas removeu o cabeça da jogada, mas também desferiu um duro golpe financeiro: 34 contas bancárias ligadas a 10 investigados foram bloqueadas por determinação da Vara Criminal de Belmonte. E tem mais: a Justiça autorizou o acesso ao conteúdo de celulares apreendidos, prometendo revelar os segredos sujos guardados nos aparelhos e abrir caminho para novas descobertas nas investigações.
“Esse é um recado claro: o crime não manda, mesmo de dentro do presídio”, afirmou uma fonte próxima à operação. A ação integrada expôs como a facção usava o sistema prisional como base de comando, movimentando dinheiro sujo e mantendo o tráfico a todo vapor. Com a transferência do líder para Serrinha e as buscas em Belmonte e Teixeira de Freitas, o Gaeco Sul e seus parceiros mostram que estão de olho – e com a mão pesada – contra quem acha que pode desafiar a lei.
A “Operação Colmeia” ainda está em curso, e os próximos passos prometem esmiuçar ainda mais a rede criminosa. Enquanto isso, a população do Extremo Sul respira aliviada, mas com uma certeza: o combate ao crime organizado na região acaba de subir de nível10 nível – e o recado está dado!
